
A proposta foi intermediada pela Justiça do Trabalho e aprovada em assembleia com 70% dos votos. Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
Depois de uma semana, aeronautas voltaram ao trabalho em todo o país. Em votação on-line entre sábado e ontem (24 e 25), eles aprovaram a terceira proposta conciliatória apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para renovar a convenção coletiva no setor de aviação regular. O acordo prevê aumento real (acima da inflação).
De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), foram 70,11% de votos favoráveis à proposta e 28,8% contra, além de 1,09% de abstenção. Participaram 5.834 tripulantes.
Assim, a proposta prevê reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses mais 1% a título de ganho real. Com isso, o aumento é de 6,97% sobre partes fixas e variáveis dos salários, diárias de alimentação nacionais e vale-alimentação. Entretanto, o reajuste não incide sobre as diárias internacionais, que são pagas em moeda estrangeira.
“Além disso, prevê a renovação na íntegra das demais cláusulas sociais, definição dos horários de folgas e a possibilidade de início das férias em sábados, domingos e feriados”, acrescenta o sindicato dos aeronautas.
A greve – que incluía pilotos e comissários de voo – começou na segunda-feira passada (19) e atingiu parte dos voos regulares. Na última quinta (22), o vice-presidente do TST, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, intermediou reunião virtual entre o SNA e o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Havia uma liminar determinando a manutenção de 90% das atividades. Foram nove rodadas de negociação até chegar à proposta que terminou sendo aprovada.